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De olho em passageiro de negócios, Delta reduz inclinação da poltrona
FOLHA DE S.PAULO
Sat, 20 Apr 2019 20:00

De olho em passageiro de negócios, Delta reduz inclinação da poltrona

FOLHA DE S.PAULO
Sat, 20 Apr 2019 20:00

Em tempos de aperto a bordo, a Delta anunciou uma medida no mínimo controversa que, se bem aceita pelos passageiros, pode virar tendência nos Estados Unidos.

De olho em passageiro de negócios, Delta reduz inclinação da poltrona


A companhia americana começou nesta semana a remodelar o interior de alguns aviões (o chamado retrofit) para reduzir pela metade a inclinação das poltronas —de 4 para 2 polegadas. No caso dos assentos da parte dianteira do avião, reservados a um custo adicional por serem mais espaçosos, a redução será menor, de 5,5 para 3,5 polegadas.

O retrofit será feito nos 62 Airbus A320 da Delta e deve levar cerca de dois meses para ser finalizado. No Brasil, esse modelo é operado por Latam e Azul. Em meio a uma recuperação judicial que fez sua frota evaporar, a Avianca perderá seus últimos A320 nesta segunda-feira (22).
Por ser uma aeronave tipicamente usada em voos de curta e média duração, seu público majoritário acaba sendo o de passageiros que voam a trabalho. No caso da Delta, o A320 é utilizado em rotas domésticas.

Ao levar em conta a já limitada distância entre as poltronas, pode ser inviável trabalhar com um notebook, por exemplo, se o ocupante do assento a sua frente decidir reclinar o encosto totalmente.

Vale lembrar que companhias low-cost na Europa, como a Ryanair, já utilizam bancos slim, mais finos, que não reclinam nenhum centímetro.

De acordo com a Delta, a redução na inclinação será em caráter de teste, pensando nos usuários “multitask”. Diz a empresa que não pensa em adicionar mais assentos aproveitando-se da menor inclinação das poltronas.

“A Delta não tem planos de adicionar assentos ou reduzir o espaço entre as fileiras com esse teste. Trata-se de proteger o espaço pessoal dos clientes e minimizar interrupções para passageiros multitarefa durante o voo”, afirmou à rede CNN a porta-voz da companhia, Savannah Huddleston.